quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

CEM PENSATAS PARA UMA JORNADA DE VIDA MELHOR

Breve relato: Em CEM PENSATAS PARA UMA JORNADA DE VIDA MELHOR, Silas Corrêa Leite evoca e reverbera com “ filososilas” como homenagem Alejandro Jodorowsky Quem só quer ver estrelas no céu Fere os pés nas pedras da terra Quem só vive olhando pro chão Inerte lamenta a própria vida Quem só vive olhando pra frente Vai sentir de repente que o tempo passou e ele não viu Quem só vive olhando pra trás não vai ser capaz de renascer Nascer de si mesmo, nasce ao infinito Na luz de seus olhos, beijar os olhos da luz Porque não ver nas pedras do chão A luz das estrelas do céu E pensar que o futuro será O passado e o presente, eternamente Ver nas coisas pequenas e simples A grandeza do espaço e não parar de procurar No seu interior descobrir a razão de ser e renascer. Renascer Silvio Brito -Novamente Silas Corrêa Leite surpreende, escrevendo como filosófico e neoexistencialista viés contemporâneo os mandamentos de Alejando Jodorowsky que referendam os dizeres do místico russo George Gurdjieff. E diz em CINCO REVOLUÇÕES PARA OXIGENAR A SUA ALMA "Eu pedi forças e Deus me deu dificuldades para me fazer forte. Eu pedi sabedoria e Deus me deu problemas para resolver. Eu pedi amor e Deus me deu pessoas com problemas para ajudar. Eu pedi favores e Deus me deu oportunidades. Eu não recebi nada que pedi, mas tive tudo o que precisava..." 01.)-AMAR -Acima e sobre todas as coisas, AMAR. Só amando compreendemos melhor o amigo, o irmão, o próximo, a família, a vida, o mundo, a sociedade, a espécie humana. AMAR a si mesmo, pois se amando você pode amar o outro, amando o outro você cria uma ponte, constrói vias de comunicabilidade na sua incompletude humana, amando você foi gerado, amando você pode criar transcendência, dar o exemplo da referência, desarmar ânimos, encontrar o amor de sua vida, amando ao perdoar, amando ao fazer caridade, amando a DEUS você tem uma base espiritual para ter fé e poder construir obras, conjugue o verbo AMAR e seja fruto bem-aventurado deste amor...”Almai-vos” uns aos outros... 02.)-CRESCER -Você tem que deixar o mundo melhor do que recebeu ao nascer, e, crescendo, evoluindo, amando, você firma seu ponto de luz na estrada dos caminhantes nessa travessia que é o verbo existir, estudando, trabalhando, sendo ético, justo, honesto, humanitário, você evolui, cresce, mudando seu mundo, seu clã, seu meio, crescer é isso, conquistar com as mãos limpas, ter consciência do dever cumprido (trabalho, escola, vida), dormir com a consciência tranquila, abrir as mãos, estender os braços, amparar, ajudar, construir, isso é crescer como ser, como humano, como imagem e semelhança do CRIADOR... 03.)-ESTUDAR -Amar é estudar... crescer. Estudar sempre, estudar o seu irmão, o despossuído, os lucros, as viagens, as vidas, as conquistas e perdas, as somas e sumos, ler muito, reler, repensar atos e falhas, tentar ser o mais humano dentro do humano, compreender a alma humana num conjunto de situações, estudar sempre e muito, estudar letras e músicas, pessoas e almas, situações e riscos, erros e acertos, estudar-se a si mesmo, porque a mudança começa em nós, e estudar é sentir parte do todo que é o completo do contexto da vida, estudar – e ler-se e tentar ao ser-se, ler-se SER... 04.)-VIVER -Conjugar o verbo viver na sua amplitude... amor, paz, prazer, luz, fé, obras, viver condignamente, trabalhando de sol a sol, construindo conhecimento, pesquisando, pensando, sentindo a dor do outro, amparando, viver como um ser de uma meio social, viver a partir de uma busca por justiça para todos, família e sociedade em paz limpa, com justiça social, democracia social, inclusão social, viver comparando, refletindo, somando, edificando, viver o grande baile da vida que é a existência, sendo seu solo, seu estúdio, sua alma clarificando situações no teatro embonitado da vida em sua magnitude... 05.)-SER FELIZ -Existir se destina a ser feliz. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, já cantou Caetano Veloso. Ser feliz é tudo o que se quer, ser feliz é a grandeza do sucesso, a melhor vingança é ser feliz, a maior conquista é poder olhar para trás e saber que viveu, construiu, edificou, mudou a sua vida, de sua família, que deixará ao morrer um mundo melhor do que recebeu ao nascer, a terapia do trabalho, do perdão, honrar pai e mãe, não julgá-los, ajudar carentes e excluídos sociais, buscar políticas públicas de inclusão social, não criticar sem ter conhecimento, ou não criticar sem tb dar ideias ou motivações, não ser fantoche de antros, de marionetes de parte de uma elite rancorosa, injusta e insensível, buscar seu próprio conhecimento, só ter a influência da verdade (conhecereis a verdade e a liberdade vos libertará), e nada mais, para que sus alma respire paz, respire luz, e quando você morrer possam dizer que um grande ser humano passou pela estrada dos caminhantes da terra... que não morreu frustrado, que não perdeu uma vida em vão, que foi feliz apesar de tudo, pois, como disse -0- PRÉ-LANÇAMENTO Cem pensatas para uma jornada de vida melhor parte dos chamados “82 mandamentos para uma vida melhor”, de Alejandro Jodorowsky, jornalista, cineasta, psicólogo e ícone da contracultura dos anos 60 e 70. Ideias originárias do místico russo George Gurdjieff repassados ao escritor chileno pela filha de Gurdjieff, Reyna d’Assia, durante jornada espiritual. Os textos eram para quem queria mudar hábitos e conquistar uma vida saudável. Fazendo uma releitura contemporânea, Silas Corrêas Leite, escritor e livre pensador humanista, dá sua contemporânea versão ao fim das utopias e sonha um neoexistencialismo com um utópico humanismo de resultados. “O neoexistencialismo transformou essa busca pela sensação de existir, e se manifestaria no reconhecimento pelo outro, numa busca pela própria salvação”, disse Paulo Polzonoff Jr. Este livro tem esse fito. A imaginação pode mais do que o conhecimento, disse Einstein. Evocando o autor original, Silas dá sua versão a propósito do sonho de um mundo melhor, acreditando que a esperança é a inteligência da vida, ao homenagear, repensar, evocar, reescrever com respeito e admiração. O amor é tudo que move. Tudo que move é sagrado. Leia e sinta. Qual é a sua jornada? Reflita, exercite, viva com qualidade. Sobre o autor Nascido em Monte Alegre e criado em Itararé, interior de São Paulo, Silas Corrêa Leite é escritor, professor, jornalista, blogueiro, especialista em educação e coordenador de pesquisas da FAPESP/USP. Autor de livros de poemas, contos e romances, conta com participação em mais de cem coletâneas e antologias, inclusive no exterior. Pela Caravana publicou Ensaios gerais – compêndio de críticas lítero-culturais (2024), Desjardim – muito além do farol do fim do mundo (2023) e Tutti-frutti – surtos de inutilezas (2021). Para adquirir este livro em pré-lançamento, acesse: https://caravanagrupoeditorial.com.br/.../cem-pensatas.../ Silas Corrêa leite E-mail: poesilas@terra.com.br www.silascorrealeite.com/ Autor de GUTE GUTE, Barriga Experimental de Repertorio, Romance, Editora Autografia, RJ

sábado, 8 de agosto de 2020

Antenor Corrêa Leite, in memoriam

Poesia e Música - Para Antenor Correa Leite, In Memoriam Maestro Anbtenor Correa Leite Poesia e Música Quando faço PoesiaÉ o acordeão do meu pai que eu soloComo se um anjo com instrumento no coloFizesse-me verter versos de amor e de saudade Quando escrevo versosÉ a música do bandolim do pai que tocoE sua doce memória harmoniosa invocoDesde a antiga infância e a minha mocidade E assim os instrumentosDo meu pai eu exercito quando escrevoComo se a poetar eu pagasse o que devoNovidadeiro ainda em minha orfandade Quando eu morrerMeu coração tambor parar de soarDeixem uma banda de música tocarNo inicio do portal da minha eternidade Eu sei que o PaiNo céu com o acordeão espera por mimPorque em uma Itararé celeste além do fimSerá o reencontro de luz e de felicidade E a escreverEu vou afinando a minha triste vida assimCom um violino, um diapazom, ou bandolimEstúdio de poesia tentando a musicalidade -0- Silas Correa Leite – Santa Itararé das Letras Cidade Poema – Bonita Pela Própria Natureza E-mail: poesilas@terra.com.br

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

TIBETE, romance de Silas Corrêa Leite, resenha crítica de Marcelo Pereira Rodrigues

Silas Corrêa Leite e o seu Tibete particular Por Marcelo Pereira Rodrigues (MPR)* Silas Corrêa Leite é um ser performático. Professor, profícuo escritor, jornalista, agitador cultural, comentarista político nas redes sociais, comunista e visionário, seus escritos por vezes se travestem de verborragias e um desejo muito natural (propício a todo artista que se preze, de aparecer). No bom sentido do termo. Mas é aí que surge o contraditório: nos tempos atuais, onde as pessoas se importam mais com a forma do que o conteúdo, em que beldades se auto intitulam atrizes e onde youtubers colecionadores de likes viram celebridades e consequentemente escritores, qual o espaço para verdadeiros escritores, de almas atormentadas, desses que escrevem com sangue, como bem sugerido por Friedrich Nietzsche (1844-1900)? Pois este é o dilema de Silas, a partir da leitura que fiz de Tibete, de quando você não quiser mais ser gente. Com uma advertência na capa: Destruam este diário ou destruam suas vidas. Publicado pela Jaguatirica, em 2017, o livro possui 381 páginas. Na obra, um homem se retira do mundo e vai viver em um sítio em Itararé – SP. Através de um cotidiano ordinário, vai purgando as suas angústias e sobressai o lirismo de versos bem construídos, letras de músicas que evocam a Raul Seixas, chistes e aforismos poéticos que fazem da leitura um exercício prazeroso, pois a diagramação da obra é bastante convidativa. À medida em que vamos acompanhando o cotidiano deste matuto, vamos subindo as nossas montanhas e estranhando o povo que insiste em ficar na planície. Metáfora do excepcional A Montanha Mágica, de Thomas Mann? Se não temos a verticalidade do sanatório de Davos, a horizontalidade do sítio, o amor do homem pelos bichos de estimação e os cuidados com os afazeres práticos nos conduzem pela mão, como a mostrar generosas relações interpessoais, quando acontecem. O sujeito estranho a este mundo faz o seu diário com trocadilhos, e tem uma visão aguda sobre a corrupção das pessoas. Faca quente cortando a manteiga. O ermitão sabe bem dar o seu recado. Pessoalmente, esse cenário rural me é familiar, e como escritor apresentei ao mundo das letras Arioswaldo, personagem do romance O Filósofo Idiota. Como toda excelente obra, Tibete... não é conclusiva, e me deixou com a pulga atrás da orelha, e assim pretendo continuar, sobre ser o matuto o alter ego do escritor. Tudo isso devido ao nome Ivo Gabriel Moura Scarpelli. Por favor, autor: não me esclareça! Entre a vida e a arte, escolha a verdade da arte, como bem indicado por Oscar Wilde (1954-1900). Adendo: verdadeiramente, o ano de 1900 foi detestável: perdemos dois gênios. Nietzsche e Wilde. Que o autor continue com a sua subida (vertical ou horizontal), que escreva para continuar purgando seus sentimentos e que encontre bons leitores. Certamente os do q da qualidade em detrimento aos q da quantidade, pois, como sentenciado por Nietzsche: “Alguns nascem póstumos! ”. -0- Marcelo Pereira Rodrigues (MPR) é filósofo e escritor, autor de 12 livros, tendo publicações no Brasil, Portugal, Espanha e América Latina. Editor da Revista Conhece-te, que existe há 18 anos e meio com periodicidade mensal.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

RESUMO DO ROMANCE O LIXEIRO E O PRESIDENTE, de Silas Corrêa Leite

“O Lixeiro e o Presidente”, Romance Social Explosivo de Silas Corrêa leite “E de Fernando em Fernando// O Brasil foi se ferrando...”// ............................................... O novo diferenciado livro de SILAS CORREA LEITE, ‘’O Lixeiro e o Presidente”, primeiro romance social do autor, poeta, ficcionista, professor e blogueiro premiado, nesses tempos tenebrosos, em que quadrilhas fascistas impunes abundam nos cinco poderes – legislativo, executivo, judiciário, mídia e violência (quinto poder) – toca feridas historiais de alguns anos atrás, em que um político ex-socialista, ex-sociólogo, ex-marxista, ex-acadêmico e ex-ateu estava todo ególatra e galinha no poder, fazendo do governo um puteiro muito bem protegido pela elite burguesa pústula, pela mídia abutre e pela justiça corrupta, em que graves CPIs e investigações formais eram abortadas, em que privatarias (privatizações-roubos) vendiam a preço de banana o patrimônio público do Brazyl S/A, em que esquemas com máfias e quadrilhas de carteis e propinas, mais agiotas internacionais mamavam nas gordas tetas do governo amoral, tornado republiqueta de bananas ,e tudo ficava por isso mesmo, inclusive o embuste do funesto Plano Real que tido como falso sucesso gerou milhões de desempregados. O livro, com embutidas críticas ferrenhas, os dois personagens principais que dão nome ao título da obra, se ocupam de contar as favas dos subterrâneos, se conhecem, se digladiam, e se cutucam em farpas e sombras de conversas fiadas, ora ariscas, ora de embuste, dizendo dos bastidores podres das pelancas palaciais, em que um migrante matuto e incauto aspone de improviso e de ocasião, laranja de meio e ação, no papel de faxineiro palacial, como um calango contemporâneo em Brasilia D.C. (depois de Collor), registrando regurgita, delata, a partir de foco imediatista e direto que tem dos subterrâneos inidôneos do Palácio do Planalto e intercorrências. Livro polêmico para rir de medo-vergonha, se assuntar – e se assustar, mas, no quadrado do governo corrupto, entre ilações, alusões, ironias, sarcasmos, escárnios e desvãos de cenas destrambelhadas – acredite, se quiser – revelam desmandos camuflados, hipocrisias assustadas, esgotos de fachadas em pânico, políticos picaretas, engavetamentos de denúncias de crime organizado, mais a sórdida mídia-abutre, os tribunais-circos de hienas, jornalistas-pangarés, assessores chacais com fichas sujas, tudo isso narrado/contado em forma de diálogos ríspidos ou contundentes, frases rápidas e rasteiras, sacadas de ocasião e percurso, o que daria certamente um belo roteiro já prontinho da silva para um belo espetáculo contundente de peça teatral, bem ao estilo Luigi Pirandello (“A vida está cheia de uma infinidade de absurdos que nem sequer precisam de parecer verossímeis porque são verdadeiros”). Tudo isso entre o bufão, ególatra e pavão do presidente galinha e pegador, e seu proposital e não ocasional (a surpresa no fim da obra) lixeiro catador de encrencas, sabedor de velhacarias, embustes e conchavos, revelando o que a tal história oficial esconde, não registra, mas ao vivenciar tudo e estudando funda o sangue cênico de mentiras deslavadas, e verdades montadas no frigir dos ovos entre os crimes todos e as camuflagens de arapongas, tudo para, via imprensa e seu open-doping, engabelar a patuleia sociedade anônima, desse pais-pindorama de tantas novas capitanias hereditárias, de tantos novos navios negreiros e de inúmeros núcleos de abandono, em territórios de dezelo público customizado... O LIXEIRO E O PRESIDENTE tem essa química, esse foco, essa premissa: revelar o circo armado das maracutaias de um desgoverno, entre curtumes e fermentos de um presidente capenga e todo seu nojo oficial que o cerca de redondezas impunes, pequenezas disfarçadas de mudanças, para todo o que se diz novo ser apenas verniz de republicas velhas, e tudo ficar como está, tudo ficar na mesma como na Era Collor, e mesmo na incompetente, corrupta, violenta e senil ditadura militar impune e seus velhacos filhotes do arbítrio... O autor, polêmico escritor premiado, romancista, ficcionista, poeta, ensaísta, critico social, elogiado por críticos literários da USP-Universidade de São Paulo, e por membros da ABE-Academia Brasileira de Letras, desta feita produziu um romance social, por assim dizer, que é bem-vindo e vem bem a calhar nesse tenebroso momento sociohistorial em que os ratos inimigos da democracia de inclusão social estão no poder entre moscas mortas, tempos tristes de hordas fascistas cessando direitos de todos os níveis, o ódio customizado por atacado, sequelas de um débil mental eleito por fake news, e que, certamente, no futuro ainda como sequela, talvez resulte em um novo livro de horror, de vergonha e de dor... Seremos então todos lixeiros dos escombros desse desmonte do estado público, ou meros cobaias do arbítrio, envergonhados catadores de restos de conquistas sociais desde a Era de Getúlio Vargas? A história oficial mente, mas a arte como libertação numa literatura realista dá sua versão, revela, reclassifica versões ordinárias... O Lixeiro e o Presidente é isso, curto e grosso: a corja, o medo-rabo, o nojo oficial posando de gravata, toga, terno, faixa presidencial, farda, patente, túnica e amigos do alheio... O circo armado assim no romance revelado, mais os lacaios, os omissos, os lenientes, as arapucas, os desdizeres, o cínico estado mínimo com falso verniz de uma falsa nova política, e o Fernando II, o néscio, bancado desde São Paulo, Samparaguai, o estado-máfia, com os políticos dessa ideologia de baixo nível, falso-popularesco, pouco se lixando para o povão razão de ser do estado, a maioria absoluta da população, pouco se importando para uma dívida social que deveria ser paga por um sociólogo socialista de enfeite, mas tudo continua na mesma, e o livro revela, desnuda, aponta, delata. O livro corre o risco de ser proibido? Ordem e retrocesso. O autor corre o risco de ser preso? A justiça tarda e falha? Livro bom é quando os corruptos não morrem no final, mas o autor, por ter escrito, ou o leitor pelo dantesco susto? Aposte seu título de eleitor. De que lado da força ética você está? Periga ler. -0- CULT-NEWS Assessoria La-goeldi@bol.com.br

Release do romance O LIXEIRO E O PRESIDENTE

Release ROMANCE SOCIAL ‘O LIXEIRO E O PRESIDENTE” de Silas Corrêa Leite "A tragédia e a sátira são irmãs e estão sempre de acordo; consideradas ao mesmo tempo recebem o nome de verdade." Dostoievski Depois de um romance sobre um menino deficiente físico, improvisado barqueiro noturno à beira do rio Itararé, que conversava com as estrelas dirigindo o barco de sua imaginação chamado Faísca de Aladim (GOTO – A lenda do reino do barqueiro noturno do rio Itararé) feito as mil e uma noites de uma nova terra do nunca; depois de um inusitado romance sobre um bebê na barriga da poderosa mãe PHD em Física Quântica contando como é, como foi, como estava sendo no selfie-service troninho barrigal (GUTE GUTE – Barriga Experimental de Repertório) cheio de graça; depois de um romance meio a la pensador oriental Confúcio dizendo de um homem rico que, se sentido infeliz depois de tanta luta para ser vencedor em terra de dementes, que larga tudo e vai morar na selva para mal e porcamente numa cultura de subsistência ter a paz espiritual que nunca alcançou nas batalhas da Vida (TIBETE, De quando você não quiser mais ser gente); depois de dois místicos romances ecumênicos bem diferenciados e desparafusados, como o explosivo (feito um arauto do caos) ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS, e o apocalíptico e assustador (mexendo com vespeiros historiais de religiosos impérios decadentes) O MARCENEIRO, A última tentativa de Cristo, ao final de quase trinta livros, era de se perguntar se o atiçado escritor Silas Corrêa Leite finalmente sossegaria o facho, enquanto nesses entremeios escrevia um livro sobre Anne Frank, um outro sobre Sylvia Plath e um perigoso trabalho sobre o golpe de 2016 no Brasil, e quando se pensava que o louco poeta e ficcionista daria um tempo e lançaria mais um de poemas, seus desvairados inutensílios ou mesmo porta-lapsos, ou lançaria um de contos, feito troios perigritantes ou mesmo campo de trigo com corvos, e eis que o louco de mágica mão, o escritor dá pá varrida surpreende, e tira um circo inteiro da cartola, e vem com um romance social, O LIXEIRO E O PRESIDENTE, para assim nos atiçar os ânimos, a imaginação e esse fim do mundo que se tornou o país em submissão fascistoide. Pode uma coisa dessas, coxinhas, mortadelas e manifantoches bolsominions? ‘A atividade artística é uma forma de aprender acerca de si mesmo e do mundo, por meio da qual tanto o mundo quanto o ser humano são transformados’, disse B. Sarason Seymour, in, The Chalenge of Art to Psychology. Nesses tempos tenebrosos, de induzidas, montadas e torneadas delações e felações premiadas, fica a questão do que preconizou Rimbaud de que o artista é antena de sua época, tempos tenebrosos, diria Bertolt Brecht. Pois o romance O LIXEIRO E O PRESIDENTE tem essa premissa crucial, por assim dizer, e registra, bota fogo na canjica, bota os dedos nas feridas de subterrâneos palaciais, aponta, alude, metralha quadros cênicos em diálogos a ferro e fogo, e você não fica na dúvida se tudo isso é isso mesmo, porque é muito pior, tipo, “Não se preocupe meus amigos/Com os horrores que lhes digo/Ao vivo realmente é diferente/Ao vivo é muito pior”, para citar o saudoso cantor-compositor-poeta-profeta, Belchior. "De fato, o romance popular que o público chama sadio é sempre uma criação completamente doentia; e o que o público chama um romance doentio é sempre uma obra de arte bela e sadia. ”, diz o livro, citando o Oscar Wilde. O romance social O LIXEIRO E O PRESIDENTE tem isso de perigoso, provocador e bem atual. Tem tom de denúncia, de apontamento, investe na reconstrução sistêmica por meio da ironia e outras escolhas literárias para, a partir desse lugar de escrita da literatura, levantar material histórico e repensar o espaço público brasileiro tão vilipendiado pela burguesia financeira, midiática, judiciária - e jurássica. O lixeiro e o presidente na verdade tem uma narrativa por assim dizer difícil de catalogar, seu gênero textual torce sua ideia de romance, e se aproxima da crônica, do texto acadêmico, pois também é teórico. “Só feche seu livro//Quem já aprendeu”, diria Taiguara (Para que as crianças Cantem Livres) “O homem é um animal político”, diria Aristóteles. Bem isso tudo. E mais: “O Brasil não é um país sério”, disse Charles De Gaulle. Essa é a ideia. No livro você têm certeza disso e talvez se horrorize. Parafraseando William Shakespeare, há mais coisas entre o céu e a terra em Brasília, do que compreende a nossa vã filosofia. Brasil, um país de tolos? O LIXEIRO E O PRESIDENTE é um Romance bem atual e realista que põe os dedos nas feridas dos meandros sórdidos da história recente do Brasil entregue as moscas... O livro, aliás, em passant evoca o famoso O Carteiro e o Poeta, (Il Postino de Antonio Skármeta, escritor chileno), que foi uma bela obra literária que virou filme de sucesso dizendo sobre a relação por assim dizer prazerosa entre o poeta Pablo Neruda, Prêmio Nobel de Literatura, e o seu carteiro, exilado numa ilha da Itália. Medida as proporções datadas, e de tempo e espaço, claro, aqui, como a própria relação entre o carcereiro de Mandela, na África do Sul, o autor retrata a relação íntima, institucional, entre um lixeiro parvo do Palácio do Planalto, uma espécie de aspone (assessor para assuntos aleatórios e escusos), marcado serviçal direto e imediato, num convívio com a autoridade máxima do país, o sr Fernando Dois, depois da cassação do Fernando Um – e de Fernando em Fernando o Brasil foi se ferrando. Não se assuste. Caia em si. O livro pode vir a ser proibido. O escritor pode ser processado e preso, afinal, o fascismo está no cio e as quadrilhas estão no poder, de midiáticas a do judiciário, da elite pústula ao militarismo incompetente, corrupto, violento e senil no próprio processo histórico brasileiro. “Drenocracia?” Um tubo (burguesia) no poder, pois tal tubo cirúrgico no Brasil é utilizado para manter o pus, sangue ou outros fluidos de uma ferida histórica no planalto central, et caterva. Como diz Herta Muller, 'Tudo isto se acumula de uma forma, que, mais cedo ou mais tarde, não dá para suportar mais. E, nessa situação, comecei a escrever, porque não havia outra forma de me exprimir, exceto através do ciclo vicioso das palavras.' Curto e grosso, literalmente, O LIXEIRO E O PRESIDENTE é isso. Se toda história é remorso, como cantou o poeta Carlos Drummond de Andrade, no caso do Brasil e do livro, toda nossa história é triste dezelo público. O impune crime organizado no poder. A mesma escória desde as capitanias hereditárias. Você vai acreditar no que você vai ler, pois o livro pode dizer o nome, se assume e se assoma. Na bucha. Vergonha e nojo oficial acima de tudo. Desordem e retrocesso. Nos bastidores dos podres poderes, parafraseando Caetano Veloso, a tal incompetência da América caótica em terra afroluso-tupibrasilis; pecados (e cartéis e propinas e máfias) ao sul do Equador. Os parasitas mandam e desmandam, prendem e arrebentam. O povo, bem, o povo é um mero detalhe de dentadura e iogurte. Carimbe seu passaporte pra Cuba. Ou para o Meteoro. Não verás nunca um país como esse. A brisa que beija e balança o berço esplêndido jogou a faixa presidencial no lixo. O gigante virou anão adormecido. O lixo ainda nutre e viça, nessa republiqueta de bananas. Vai encarar? Salve-se quem puder. Quem é o lixeiro? Quem é o Presidente? Evacuem a imaginação. Saiam com as mãos para cima. -0- CULT NEWS ASSESSORIA DE IMPRENSA, DIVULGAÇÃO La-goeldi@bol.com.br Contatos com o autor: E-mail: poesilas@terra.com.br

Romance Social O LIXEIRO E O PRESIDENTE, de Silas Corrêa Leite

Lançamento, Romance Social Lançamento do livro O Lixeiro e o Presidente, de Silas Corrêa Leite O Lixeiro e o Presidente Mais do que um chamado “romance social” datado, crítico, irônico e destroçador, além de ser mais uma obra polêmica e diferenciada do autor, “O lixeiro e o presidente” tem tom de denúncia, de apontamento, investe na reconstrução sistêmica por meio da ironia e de outras escol(h)as literárias para, a partir desse lugar de fala/escuta da literatura levantar material histórico e repensar o espaço público. O LIXEIRO E O PRESIDENTE por meio de memória histórica/política/literária possibilita repensarmos aquilo que é/seria o agora da vida no âmbito público, mediante as vigas históricas desse finito, ou sistema que o antecede (…) “O lixeiro e o presidente” tem uma narrativa difícil de catalogar; seu gênero textual torce a ideia de romance e se aproxima da crônica, e do texto acadêmico, pois também é teórico. Um aspone ao lado de um Fernando Dois (e de “Fernando em Fernando o Brasil foi se ferrando”, disse o poeta), contando como é, como foi. Lixos, desmandos, bastidores e acontecências de um Palácio do Planalto em que a faixa presidencial foi literalmente jogada no lixo, e o real do plano econômico foi um embuste, sustentado por privatizações-roubos, (privatarias), moedas podres, engavetamentos de denúncias, entre achismos e mesmices de dentaduras, nhenhenhéns e outras falcatruas palaciais. O LIXEIRO E O PRESIDENTE vai botar a boca no trombone. Salve-se quem puder. Prepare-se. Entre pela porta dos fundos da história e remexa o lixo antes que proíbam o perigoso livro. Inverno 2019 - ISBN: 978-65-80103-30-0 198 págs. Selo SENDAS da Kotter Editora, Pr https://kotter.com.br/loja/o-lixeiro-e-o-presidente/ O AUTOR: Silas Corrêa Leite Poeta e escritor premiado nas horas vagas de reger aulas vivas, um criador que vaza pensares sobre seu tempo tenebroso (Brecht), sentidor e inventariante de incêndios, o autor Silas Corrêa Leite, zen-boêmico pela própria natureza, sonha consertar discos voadores, e, como disse no Programa Provocações da TV Cultura, de Antonio Abujamra, “corta os pulsos com poesia”. Plantador de livros polêmicos e diferenciados, acredita na arte como libertação, escreve alucilâminas, desvairados inutensílios e bulbos da sociedade pústula, ganhou prêmios de renome, consta em antologias e sites importantes, até no exterior. Sua frase predileta é “Feridos Venceremos”. O LIXEIRO E O PRESIDENTE é apenas um relato dessa turva terra brasilis, feito antena da época (Rimbaud), pois, parafraseando Caetano Veloso, “desperto ninguém é normal”, e, se toda a história é remorso (Drummond), nesses bicudos anos neoliberais de muito outro e pouco pão, somos todos animais perante a lei, mas o homem-animal-político (Aristóteles) berra as sequelas sociais do ódio customizado, pois, como cantou Cazuza, os imbecis estão no poder, e o fascismo que sempre está no cio (Maiakovski) fede. Contar é preciso. Salve limpo perdão da esperança? A arte como libertação. O LIXEIRO E O PRESIDENTE como registro e delação. Contatos com o autor: poesilas@terra.com.br