quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Release do romance O LIXEIRO E O PRESIDENTE

Release ROMANCE SOCIAL ‘O LIXEIRO E O PRESIDENTE” de Silas Corrêa Leite "A tragédia e a sátira são irmãs e estão sempre de acordo; consideradas ao mesmo tempo recebem o nome de verdade." Dostoievski Depois de um romance sobre um menino deficiente físico, improvisado barqueiro noturno à beira do rio Itararé, que conversava com as estrelas dirigindo o barco de sua imaginação chamado Faísca de Aladim (GOTO – A lenda do reino do barqueiro noturno do rio Itararé) feito as mil e uma noites de uma nova terra do nunca; depois de um inusitado romance sobre um bebê na barriga da poderosa mãe PHD em Física Quântica contando como é, como foi, como estava sendo no selfie-service troninho barrigal (GUTE GUTE – Barriga Experimental de Repertório) cheio de graça; depois de um romance meio a la pensador oriental Confúcio dizendo de um homem rico que, se sentido infeliz depois de tanta luta para ser vencedor em terra de dementes, que larga tudo e vai morar na selva para mal e porcamente numa cultura de subsistência ter a paz espiritual que nunca alcançou nas batalhas da Vida (TIBETE, De quando você não quiser mais ser gente); depois de dois místicos romances ecumênicos bem diferenciados e desparafusados, como o explosivo (feito um arauto do caos) ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS, e o apocalíptico e assustador (mexendo com vespeiros historiais de religiosos impérios decadentes) O MARCENEIRO, A última tentativa de Cristo, ao final de quase trinta livros, era de se perguntar se o atiçado escritor Silas Corrêa Leite finalmente sossegaria o facho, enquanto nesses entremeios escrevia um livro sobre Anne Frank, um outro sobre Sylvia Plath e um perigoso trabalho sobre o golpe de 2016 no Brasil, e quando se pensava que o louco poeta e ficcionista daria um tempo e lançaria mais um de poemas, seus desvairados inutensílios ou mesmo porta-lapsos, ou lançaria um de contos, feito troios perigritantes ou mesmo campo de trigo com corvos, e eis que o louco de mágica mão, o escritor dá pá varrida surpreende, e tira um circo inteiro da cartola, e vem com um romance social, O LIXEIRO E O PRESIDENTE, para assim nos atiçar os ânimos, a imaginação e esse fim do mundo que se tornou o país em submissão fascistoide. Pode uma coisa dessas, coxinhas, mortadelas e manifantoches bolsominions? ‘A atividade artística é uma forma de aprender acerca de si mesmo e do mundo, por meio da qual tanto o mundo quanto o ser humano são transformados’, disse B. Sarason Seymour, in, The Chalenge of Art to Psychology. Nesses tempos tenebrosos, de induzidas, montadas e torneadas delações e felações premiadas, fica a questão do que preconizou Rimbaud de que o artista é antena de sua época, tempos tenebrosos, diria Bertolt Brecht. Pois o romance O LIXEIRO E O PRESIDENTE tem essa premissa crucial, por assim dizer, e registra, bota fogo na canjica, bota os dedos nas feridas de subterrâneos palaciais, aponta, alude, metralha quadros cênicos em diálogos a ferro e fogo, e você não fica na dúvida se tudo isso é isso mesmo, porque é muito pior, tipo, “Não se preocupe meus amigos/Com os horrores que lhes digo/Ao vivo realmente é diferente/Ao vivo é muito pior”, para citar o saudoso cantor-compositor-poeta-profeta, Belchior. "De fato, o romance popular que o público chama sadio é sempre uma criação completamente doentia; e o que o público chama um romance doentio é sempre uma obra de arte bela e sadia. ”, diz o livro, citando o Oscar Wilde. O romance social O LIXEIRO E O PRESIDENTE tem isso de perigoso, provocador e bem atual. Tem tom de denúncia, de apontamento, investe na reconstrução sistêmica por meio da ironia e outras escolhas literárias para, a partir desse lugar de escrita da literatura, levantar material histórico e repensar o espaço público brasileiro tão vilipendiado pela burguesia financeira, midiática, judiciária - e jurássica. O lixeiro e o presidente na verdade tem uma narrativa por assim dizer difícil de catalogar, seu gênero textual torce sua ideia de romance, e se aproxima da crônica, do texto acadêmico, pois também é teórico. “Só feche seu livro//Quem já aprendeu”, diria Taiguara (Para que as crianças Cantem Livres) “O homem é um animal político”, diria Aristóteles. Bem isso tudo. E mais: “O Brasil não é um país sério”, disse Charles De Gaulle. Essa é a ideia. No livro você têm certeza disso e talvez se horrorize. Parafraseando William Shakespeare, há mais coisas entre o céu e a terra em Brasília, do que compreende a nossa vã filosofia. Brasil, um país de tolos? O LIXEIRO E O PRESIDENTE é um Romance bem atual e realista que põe os dedos nas feridas dos meandros sórdidos da história recente do Brasil entregue as moscas... O livro, aliás, em passant evoca o famoso O Carteiro e o Poeta, (Il Postino de Antonio Skármeta, escritor chileno), que foi uma bela obra literária que virou filme de sucesso dizendo sobre a relação por assim dizer prazerosa entre o poeta Pablo Neruda, Prêmio Nobel de Literatura, e o seu carteiro, exilado numa ilha da Itália. Medida as proporções datadas, e de tempo e espaço, claro, aqui, como a própria relação entre o carcereiro de Mandela, na África do Sul, o autor retrata a relação íntima, institucional, entre um lixeiro parvo do Palácio do Planalto, uma espécie de aspone (assessor para assuntos aleatórios e escusos), marcado serviçal direto e imediato, num convívio com a autoridade máxima do país, o sr Fernando Dois, depois da cassação do Fernando Um – e de Fernando em Fernando o Brasil foi se ferrando. Não se assuste. Caia em si. O livro pode vir a ser proibido. O escritor pode ser processado e preso, afinal, o fascismo está no cio e as quadrilhas estão no poder, de midiáticas a do judiciário, da elite pústula ao militarismo incompetente, corrupto, violento e senil no próprio processo histórico brasileiro. “Drenocracia?” Um tubo (burguesia) no poder, pois tal tubo cirúrgico no Brasil é utilizado para manter o pus, sangue ou outros fluidos de uma ferida histórica no planalto central, et caterva. Como diz Herta Muller, 'Tudo isto se acumula de uma forma, que, mais cedo ou mais tarde, não dá para suportar mais. E, nessa situação, comecei a escrever, porque não havia outra forma de me exprimir, exceto através do ciclo vicioso das palavras.' Curto e grosso, literalmente, O LIXEIRO E O PRESIDENTE é isso. Se toda história é remorso, como cantou o poeta Carlos Drummond de Andrade, no caso do Brasil e do livro, toda nossa história é triste dezelo público. O impune crime organizado no poder. A mesma escória desde as capitanias hereditárias. Você vai acreditar no que você vai ler, pois o livro pode dizer o nome, se assume e se assoma. Na bucha. Vergonha e nojo oficial acima de tudo. Desordem e retrocesso. Nos bastidores dos podres poderes, parafraseando Caetano Veloso, a tal incompetência da América caótica em terra afroluso-tupibrasilis; pecados (e cartéis e propinas e máfias) ao sul do Equador. Os parasitas mandam e desmandam, prendem e arrebentam. O povo, bem, o povo é um mero detalhe de dentadura e iogurte. Carimbe seu passaporte pra Cuba. Ou para o Meteoro. Não verás nunca um país como esse. A brisa que beija e balança o berço esplêndido jogou a faixa presidencial no lixo. O gigante virou anão adormecido. O lixo ainda nutre e viça, nessa republiqueta de bananas. Vai encarar? Salve-se quem puder. Quem é o lixeiro? Quem é o Presidente? Evacuem a imaginação. Saiam com as mãos para cima. -0- CULT NEWS ASSESSORIA DE IMPRENSA, DIVULGAÇÃO La-goeldi@bol.com.br Contatos com o autor: E-mail: poesilas@terra.com.br

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