quarta-feira, 28 de agosto de 2019
RESUMO DO ROMANCE O LIXEIRO E O PRESIDENTE, de Silas Corrêa Leite
“O Lixeiro e o Presidente”, Romance Social Explosivo de Silas Corrêa leite
“E de Fernando em Fernando//
O Brasil foi se ferrando...”//
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O novo diferenciado livro de SILAS CORREA LEITE, ‘’O Lixeiro e o Presidente”, primeiro romance social do autor, poeta, ficcionista, professor e blogueiro premiado, nesses tempos tenebrosos, em que quadrilhas fascistas impunes abundam nos cinco poderes – legislativo, executivo, judiciário, mídia e violência (quinto poder) – toca feridas historiais de alguns anos atrás, em que um político ex-socialista, ex-sociólogo, ex-marxista, ex-acadêmico e ex-ateu estava todo ególatra e galinha no poder, fazendo do governo um puteiro muito bem protegido pela elite burguesa pústula, pela mídia abutre e pela justiça corrupta, em que graves CPIs e investigações formais eram abortadas, em que privatarias (privatizações-roubos) vendiam a preço de banana o patrimônio público do Brazyl S/A, em que esquemas com máfias e quadrilhas de carteis e propinas, mais agiotas internacionais mamavam nas gordas tetas do governo amoral, tornado republiqueta de bananas ,e tudo ficava por isso mesmo, inclusive o embuste do funesto Plano Real que tido como falso sucesso gerou milhões de desempregados.
O livro, com embutidas críticas ferrenhas, os dois personagens principais que dão nome ao título da obra, se ocupam de contar as favas dos subterrâneos, se conhecem, se digladiam, e se cutucam em farpas e sombras de conversas fiadas, ora ariscas, ora de embuste, dizendo dos bastidores podres das pelancas palaciais, em que um migrante matuto e incauto aspone de improviso e de ocasião, laranja de meio e ação, no papel de faxineiro palacial, como um calango contemporâneo em Brasilia D.C. (depois de Collor), registrando regurgita, delata, a partir de foco imediatista e direto que tem dos subterrâneos inidôneos do Palácio do Planalto e intercorrências.
Livro polêmico para rir de medo-vergonha, se assuntar – e se assustar, mas, no quadrado do governo corrupto, entre ilações, alusões, ironias, sarcasmos, escárnios e desvãos de cenas destrambelhadas – acredite, se quiser – revelam desmandos camuflados, hipocrisias assustadas, esgotos de fachadas em pânico, políticos picaretas, engavetamentos de denúncias de crime organizado, mais a sórdida mídia-abutre, os tribunais-circos de hienas, jornalistas-pangarés, assessores chacais com fichas sujas, tudo isso narrado/contado em forma de diálogos ríspidos ou contundentes, frases rápidas e rasteiras, sacadas de ocasião e percurso, o que daria certamente um belo roteiro já prontinho da silva para um belo espetáculo contundente de peça teatral, bem ao estilo Luigi Pirandello (“A vida está cheia de uma infinidade de absurdos que nem sequer precisam de parecer verossímeis porque são verdadeiros”). Tudo isso entre o bufão, ególatra e pavão do presidente galinha e pegador, e seu proposital e não ocasional (a surpresa no fim da obra) lixeiro catador de encrencas, sabedor de velhacarias, embustes e conchavos, revelando o que a tal história oficial esconde, não registra, mas ao vivenciar tudo e estudando funda o sangue cênico de mentiras deslavadas, e verdades montadas no frigir dos ovos entre os crimes todos e as camuflagens de arapongas, tudo para, via imprensa e seu open-doping, engabelar a patuleia sociedade anônima, desse pais-pindorama de tantas novas capitanias hereditárias, de tantos novos navios negreiros e de inúmeros núcleos de abandono, em territórios de dezelo público customizado...
O LIXEIRO E O PRESIDENTE tem essa química, esse foco, essa premissa: revelar o circo armado das maracutaias de um desgoverno, entre curtumes e fermentos de um presidente capenga e todo seu nojo oficial que o cerca de redondezas impunes, pequenezas disfarçadas de mudanças, para todo o que se diz novo ser apenas verniz de republicas velhas, e tudo ficar como está, tudo ficar na mesma como na Era Collor, e mesmo na incompetente, corrupta, violenta e senil ditadura militar impune e seus velhacos filhotes do arbítrio...
O autor, polêmico escritor premiado, romancista, ficcionista, poeta, ensaísta, critico social, elogiado por críticos literários da USP-Universidade de São Paulo, e por membros da ABE-Academia Brasileira de Letras, desta feita produziu um romance social, por assim dizer, que é bem-vindo e vem bem a calhar nesse tenebroso momento sociohistorial em que os ratos inimigos da democracia de inclusão social estão no poder entre moscas mortas, tempos tristes de hordas fascistas cessando direitos de todos os níveis, o ódio customizado por atacado, sequelas de um débil mental eleito por fake news, e que, certamente, no futuro ainda como sequela, talvez resulte em um novo livro de horror, de vergonha e de dor... Seremos então todos lixeiros dos escombros desse desmonte do estado público, ou meros cobaias do arbítrio, envergonhados catadores de restos de conquistas sociais desde a Era de Getúlio Vargas? A história oficial mente, mas a arte como libertação numa literatura realista dá sua versão, revela, reclassifica versões ordinárias...
O Lixeiro e o Presidente é isso, curto e grosso: a corja, o medo-rabo, o nojo oficial posando de gravata, toga, terno, faixa presidencial, farda, patente, túnica e amigos do alheio... O circo armado assim no romance revelado, mais os lacaios, os omissos, os lenientes, as arapucas, os desdizeres, o cínico estado mínimo com falso verniz de uma falsa nova política, e o Fernando II, o néscio, bancado desde São Paulo, Samparaguai, o estado-máfia, com os políticos dessa ideologia de baixo nível, falso-popularesco, pouco se lixando para o povão razão de ser do estado, a maioria absoluta da população, pouco se importando para uma dívida social que deveria ser paga por um sociólogo socialista de enfeite, mas tudo continua na mesma, e o livro revela, desnuda, aponta, delata.
O livro corre o risco de ser proibido? Ordem e retrocesso.
O autor corre o risco de ser preso? A justiça tarda e falha?
Livro bom é quando os corruptos não morrem no final, mas o autor, por ter escrito, ou o leitor pelo dantesco susto? Aposte seu título de eleitor.
De que lado da força ética você está?
Periga ler.
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